Anonymous - Anônimo

25/07/2014 23:50

Por Ed S.T. e Lucas Ildefonso

William Shakespeare, nascido em Stratford-upon-Avon (23 de abril de 1564), um poeta e dramaturgo inglês, tido como o maior escritor do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo. Entre suas obras mais conhecidas estão Romeu e Julieta, que se tornou a história de amor por excelência, e Hamlet, que possui uma das frases mais conhecidas da língua inglesa: "To be or not to be: that's the question" ("Ser ou não ser, eis a questão"). Mas, e se o próprio ser ou não ser fosse dirigido a Shakespeare? E se nem ele for quem a historia dita como sendo?

    Em “Anônimo” nos deparamos com uma historia um pouco diferente daquela que os livros nos contam, uma historia entre espadas e sangue, uma historia de traição e poder. Algo que vai além do simples e tão cultuado “poeta inglês”. Seria Shakespeare uma fraude? Está é a principal tecla batida no filme que nos apresenta um enredo denso, sem rupturas suficientes para se afirmar que a fraude seja a historia, mas que sim, faz com que repensemos quem realmente foi William Shakespeare.

    Dentro do contexto histórico não há referencias que ditem sobre a real autoria de seus poemas e peças, pois tanto seu pai, quanto seus familiares mais próximos, todos muito simples, eram analfabetos. Então como que ele mesmo teria sido detentor de tamanho talento de escrita e criação? A trama leva a decisão de que ele não foi o real escritor, mas sim apenas uma marionete de um nobre, cuja reputação não cabia menções a escrita.

    Independente da veridicidade do tema, se deve ser destacado o enredo muito bem desenvolvido por Roland Emmerich, que, além de dirigir, arcou com todas as despesas do filme para que assim pudesse dita-lo ao seu estilo, sem interferências dos estúdios. As diversas citações do “anônimo” enriquecem ainda mais o longa que nos deixa com a famosa pulga atrás da orelha. Mas, e então, seria realmente Shakespeare uma farsa? Qual sua conclusão? Na nossa podemos afirmar que este é um ótimo filme. Nota 8,2.

Sinopse: Inglaterra, governo da rainha Elizabeth I (Joely Richardson/Vanessa Redgrave). William Shakespeare (Rafe Spall) é um dos dramaturgos mais celebrados de sua época, autor de obras incensadas como "Othello" e "Romeu e Julieta". Sua origem humilde e o fato de jamais ter publicado algo além das peças teatrais sempre despertou dúvidas sobre se seria realmente o autor do trabalhos atribuídos a ele. Um dos principais candidatos a ser o verdadeiro autor das obras é o Conde de Oxford (Rhys Ifans), que viajou por todas as cidades descritas nas peças de Shakespeare e cuja vida é bastante parecida com a descrita em "Hamlet".

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