Horizontes Perdidos
Até a morte sabe sentir...
O que num curto espaço escurece o que ama
Um velho estrondo é a marca de um fim
Onde tudo se esconde, menos aquele que chama
Em único movimento ganha-se o mundo
Numa dúvida perde-se a vida
Havia lembranças naquele canto escuro?
Não, era o encontro entre a morte e uma vida.
Os sonhos mentem, a realidade espia.
Nada parece certo por ser igual
Um enganado permanece vivo,
Quando a redoma que alimentam em si para o mundo
O separa
Assim construiu seu mundo
Assim o deixou,
Esqueceu-se para ser lembrado
Nada mais importava
Era um grave pecado
E das palavras que foram ditas,
Nenhuma sobreviveu.
Os seus significados expiraram
Com a mesma rapidez em que foram pronunciadas
O que fica antes de tudo?
Talvez a verdadeira essência,
Das mentiras e das verdades proferidas.
Por Lucas Ildefonso