Philomena

02/03/2014 21:12

Por Ed. S.T e Lucas Ildefonso

Um filme cuja característica básica a ser dita é “experiência de vida”. O filme baseado em fatos reais traz à tona um problema vivido por diversas mulheres, que é a literal, venda de seus filhos, neste caso, a culpada seria a igreja (não generalizando). O filme mostra a face doce de uma senhora que busca por seu filho, tirado de si ainda quando nova, por cometer um dito “pecado” chamado sexo antes do casamento. Mesmo boa parte das freiras do convento Rosacrea terem lá suas atitudes questionáveis diante de qualquer código moral passível de se imaginar, Philomenea não parece buscar por vingança, indenização ou qualquer outra coisa do tipo, com uma sabedoria digna, quer somente seu filho, encontra-lo ou pelo saber o fim que tomou após ser arrancado de seus braços.

 É um filme muito centralizado, sem espaço para personagens coadjuvantes tomarem lugar de importância, apenas Philomena Lee, interpretada por Judi Dench e Martin Sixsmith, interpretado por Steve Coogan, são suficientes para tomar conta da trama. Ela senhora irlandesa que espalha simpatia por todos os lugares, católica fervorosa que nunca dúvida um minuto sequer de sua vida. Ele um homem fechado, sério e pragmático, ateu, passa parte do filme ironizando a existência de Deus. Eis a mistura que poderia dar errado, mas que dá muito certo, pois as atuações são muitos boas e se encaixam perfeitamente.

O filme é leve e trata de um assunto delicado, mas com um contorno diferenciado, sendo assim mais do que a historinha de uma senhorinha doce e irlandesa, é uma historia que emociona pelos requintes de soberania que já fizeram pessoas sofrer por falta de informação e até devoção em demasia.  Um roteiro rápido, conciso e direto, por vezes dramático, triste e por outros com um humor requintado que estabiliza.

Um filme calmo de se assistir e bem apetitoso aos olhos por seu enredo desenvolvido de forma a atrair não por efeitos absurdos ou algo pesado, muito menos por exageros, ele impulsiona o encantamento através da simplicidade.  E é a palavra simplicidade que figura em Philomena, mas não a tomem por olhos simples. Há muito coisa nas entrelinhas do que se pode imaginar lendo apenas o título ou a sinopse. Assistam e se divirtam com um bela história de compreensão e amor. Nota 8,1.

 


 

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