Primeiro amor
Por: L. Soares
Parte 1
Meu Primeiro Amor
Essa historia esta sendo meramente relatada por fatores que simplesmente o destino pode explicar!
Sou Lucas, vivo em Maceió, uma cidadezinha litorânea esquecida pelo mundo. Trabalho e estudo de forma que eu consigo pagar as minhas contas e fazer uma faculdade à noite, vivo uma vida levemente morgada, mas tudo bem. Se bem que o agora não importa muito, já que o que eu quero relatar começa a pouco mais de dez anos atrás.
Uma casa pequena, dois quartos, uma sala, um banheiro, meus pais e duas irmãs, nada demais e tudo muito simples, ate por que só meu pai trabalhava, e vamos concordar que ser gerente de uma pequena loja do centro não é uma grande coisa. Mas vamos retomar o foco, e sim a historia de agora é sobre uma menina, linda de um jeito que um onanista (procure no Google) como eu, não conseguiria descrever.
Bons tempos aquele em que eu não tinha malícia, apenas alguns impulsos de uma criança em transição para a adolescência, não é querendo me amostrar aqui, mas desde pequeno levo jeito pra putaria, pois mesmo não sabendo uma fração das coisas que sei hoje, eu já era um caso a se estudar. Se bem que as crianças de agora estão bem piores do que eu!
Enfim, naquela época eu frequentava a igreja, era legal, as pessoas eram bem legais comigo, eu ia fielmente toda as segundas, quintas, sábados e domingos. Lembro-me muito bem daquele tempo de vacas magras, ia sempre com as mesmas roupas, que eu tenho que ressaltar eram muito bem cuidadas pela minha mãe, que por hora basta saber que era bastante dedicada ao ato de ir para igreja. Quando não se tem muita esperança, você acaba se pegando com o que dá e isso ninguém podia tirar de nós, a fé. Coisa que não tem tanto valor pra mim hoje, mas vou me calar se não vão começar a me apedrejar quando eu sair na rua. Rsrs
Voltado, é, eu gostava de ir pra igreja, ouvir as historias das pessoas que me ensinavam sobre a bíblia, uma das partes que eu mais gostava além de cantar em um conjunto que na época só me cabia o de crianças, era ir pra escola dominical, acho que todos sabem do que se trata, lá eu sempre fazia perguntas e estudava muito com as tarefinhas que me davam sobre os assuntos do dia, até em casa eu lia o material de apoio, coisa que posso dizer com toda a certeza ninguém mais fazia. Bom, mesmo com tantas coisas legais que na época ocupava bastante do meu tempo, tenho que admitir que a melhor hora era quando essa menina, da qual tinha citado, chegava com seus cabelos cacheados de uma cor castanha, balançando de um jeito que ate o próprio deus se orgulharia de ser natural, lá na igreja. Meu “primeiro amor” era de uma beleza sem precedentes, uma pequena menina que já ressaltava uns traços mais “evoluídos” do que as outras de mesma idade, nunca que vou me esquecer daqueles peitinhos que outrora eu cobicei tanto, e eu não era o único a admirar aquela beleza, pois ate os meninos mais velhos gostavam de olhar para aquele rostinho lindo.
Mas eu era feio, ainda não tinha espinha, porém meu rosto era queimado de um jeito que só o sol do nordeste ao meio dia consegue fazer, sempre fui baixinho, coisa de família, minha genética não ajudava muito, e sinceramente isso contava um ponto negativo que era brutalmente dado a mim. Ela era um ano mais velha, uns cinco centímetros mais alta, e uma vida com mais regalias que a minha. Acho que você meu leitor entendeu que eu não tinha chance nenhuma com ela, e realmente nunca tive, o maximo que eu consegui dela foram algumas conversas, umas forçadas, outras não, importa? Não pra ela que hoje está noiva e com uma vida predeterminada, deve ter uns 20 ou 21 atualmente, e a ultima vez que eu ouvi noticia, foram para dizer que o homem a qual ela iria casar, ela nem gostava tanto assim. Sorte a dela ser tão estúpida ao ponto de fazer escolhas ao longo de sua vida , que a levassem a esse inicio de fim. Pois o que vou contar agora foi-me relatado de uma pessoa de confiança, eu fiquei sabendo que esse casamento esta sendo mais forçado que piada do Faustão dia de domingo.
Mas eu nem ligo tanto assim hoje em dia pra ela, pois tanto apanhei que o meu couro endureceu. E é assim que nos tornamos mais maduros, sofrendo.
Fim da parte 1.
Você agora meu leitor, inteligente do jeito que eu sei que você é, deve estar se perguntando, aonde é que ele quer chegar? E a resposta é simples, vou vagar sobre minhas memórias, lhe contar coisas sobre minha vida, aconselho a não esperar muito de mim, pois ainda sou muito novo, além de que a maioria das coisas que vou lhes escrever é mais fruto da minha imaginação do qualquer outra coisa. Acontece que eu ainda tenho 19 anos e eu próprio ainda não terminei minha historia.